domingo, 5 de outubro de 2008

No escurinho do cinema: cenas de um público implícito


No escurinho do cinema:
cenas de um público implícito

de Alexandre Fleming Câmara Vale
176 páginas

Este livro é o resultado de uma pesquisa antropológica numa das salas do cinqüentenário e hoje extinto Cine Jangada. Tendo como pano de fundo a história das salas de exibição de Fortaleza, bem como os arranjos do circuito exibidor local, Alexandre Fleming realiza, para além do exótico e do anedótico, uma reflexão etnograficamente informada sobre os guetos da cidade. Apresenta o processo reordenador da geografia das salas de exibição: no centro, a pornografia vira destino, desaparecem as grandes salas e os shoppings passam a ser a nova morada do cinema.

Áreas e temas de interesse: antropologia, história, cinema e pornografia, homossexualismo


UM LANÇAMENTO
ANNABLUME

sábado, 4 de outubro de 2008

Revista Bagoas



A revista Bagoas é uma publicação semestral do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

A revista publica artigos resultantes de estudos teóricos e pesquisas empíricas sobre gênero, sexualidade, homossexualidade, destacando espaço para os estudos gays, nomeadamente as reflexões sobre o homoerotismo, lesbianismo, transgêneros, conjugalidades e parentalidades homossexuais, identidades GLBTT. Publica igualmente trabalhos de teoria social, análises da política e reflexões sobre direitos humanos que constituam contribuições ao pensamento crítico sobre as temáticas centrais da proposta editorial. Uma seção é dedicada a resenhas.

Hoje, a pesquisa e a abordagem dos temas da sexualidade, gênero e, em particular, da homossexualidade, por intelectuais universitários e pesquisadores acadêmicos, constituem uma realidade em diversas universidades e em diversos países. Todavia, a inexistência de revistas acadêmicas específicas que sejam espaços para a publicação dos trabalhos resultantes de seus estudos é igualmente uma realidade sentida por muitos. A pretensão da revista Bagoas é ser um espaço para a publicação do resultado dos trabalhos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, ocupados com o estudo dos temas mencionados, de maneira a tornar-se um espaço de conhecimento e discussão sobre questões que, embora conservem o tratamento conceitual e intelectual, extrapolam o mero interesse acadêmico.

No título, é homenageada a figura de Bagoas, eunuco persa, dançarino, que pertenceu à corte de Dario III e, posteriormente, à corte de Alexandre Magno. Bagoas (ou Bagoi no idioma persa antigo) viveu no século 4, acredita-se que faleceu no ano de 336. Descrito como dono de uma beleza incomparável e exímio dançarino, andrógino, foi um dos cortesãos e amantes preferidos de Alexandre, o Grande. Segundo John Boswell, em seu Cristianismo, tolerância y homosexualidad, para Alexandre Magno, Bagoas “foi indiscutivelmente o centro erótico de sua vida”. Para historiadores, ele igualmente teria influenciado de maneira importante o modo como Alexandre se relacionou com os povos conquistados, integrando-os ao seu império.

Nessa homenagem, Bagoas representa a tradição homoerótica das culturas da Antiguidade, portanto, uma realidade afastada da tradição moderna ocidental que baniu a homossexualidade para o campo das práticas estigmatizadas pelos discursos médico, jurídico e religioso. Bagoas é igualmente a figura da androginia, das possibilidades de gênero, da pluralidade do desejo, das multiplicidades do ser. Ele exprime a idéia que funda a revista: homens e mulheres, como seres culturais e de desejo e imaginação, podem ser diversos, podem viver de muitas maneiras, podem criar multiplicados estilos e modos de vida. Contra os fundamentalismos e os colonialismos ainda existentes, Bagoas representa igualmente uma imagem pela integração dos povos, integração das culturas. Homenagem às mestiçagens de gentes, idéias, desejos. Um posicionamento pelo fim das fronteiras, pela abertura à migração de pessoas por seus desejos, projetos, sonhos.

ARTIGOS


1. Proibições, abolições e a imaginação de políticas inclusivas para o trabalho sexual
Fernando Bessa Ribeiro

2. Homosexualidad y cristianismo en tensión: la percepción de los homosexuales a través de los documentos oficiales de la Iglesia Católica
Juan Cornejo Espejo

3. A invenção da homossexualidade
Paulo Roberto Ceccarelli

4. Investigação epistemológica das homossexualidades masculinas em Freud: uma perspectiva lewino-bruniana
Ricardo Lincoln Laranjeira Barrocas

5. Antropologia e sexualidade: por um descentramento da enunciação científica
Alexandre Câmara Vale

6. Epifanias da homoafetividade ou o choque anafilático sofrido por Anthony Giddens ao ingerir Caio Fernando de Abreu
Durval Muniz de Albuquerque Junior

7. Aquenda a metodologia! Uma proposta a partir da análise de Avental todo sujo de ovo
Leandro Colling

8. Do altar para as ruas: luta, resistência e construção identitária de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros
Astor Vieira Júnior

9. As diferenças e os "diferentes" na construção da cidadania gay: dilemas para o debate sobre os novos sujeitos de direito
Murilo Peixoto de Mota

10. Identidade e sociabilidade em comunidades virtuais gays
Gisele Marchiori Nussbaumer

11. Realidade e ficção na transvaloração filosófica: vontade de poder e a afirmação da existência
Joana Brito de Lima

um lançamento

@s outr@s cariocas


AS OUTRAS CARIOCAS: INTERPELAÇÕES, EXPERIÊNCIAS E IDENTIDADES HOMOERÓTICAS NO RIO DE JANEIRO - SECULOS XVII AO XX COLEÇÃO: ORIGEM de Carlos Figari

A obra traça uma genealogia do homoerotismo no Rio de Janeiro, identificando o processo sócio-histórico e de acordo com as condições de produção, a aparição, deslizes e transformações de palavras, expressões, experiências e identidades, e, principalmente, a maneira como se configuram e se articulam as interpretações ideológicas que lhes dão sentido.

Para isso, Carlos Figari se vale de uma ampla bibliografia da sociologia e de outras disciplinas, especialmente a antropologia, a psiquiatria e a filosofia, no intuito de obter categorias explicativas e pormenorizadas da realidade (seu recorte empírico). Sobre esta base, elabora generalizações teóricas como contribuição ao estudo de uma sociologia crítica do comportameto sexual.

Editora: UFMG

Imagens veladas: aids, imprensa e linguagem


Imagens veladas: aids, imprensa e linguagem
de Rosana de Lima Soares

208 páginas

Este livro apresenta, a partir das ciências da linguagem, as construções narrativas e discursivas sobre Aids em matérias publicadas no jornal Folha de S. Paulo entre 1994 e 1995. O jornal, ao usar diferentes estratégias narrativas e enunciativas sobre a Aids, apresenta um discurso com a mesma estrutura das narrativas clássicas - a ação de um sujeito em busca de redenção. Muito distante, portanto, da objetividade, neutralidade e distanciamento pretendidos pelo fazer jornalístico.

Apresentação Jeanne Marie Machado de Freitas

Um lançamento
Selo Universidade
ANNA BLUME

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O BANQUETE


O BANQUETE de Platão
tradução direto do grego de Carlos
Alberto Nunes

Estamos falando desta vez de um clássico e muito especialmente desta edição que faz parte de uma segunda edição completa das obras de Platão organizada por Benedito Nunes e estruturada em 1980. São 14 volumes. O Banquete é publicado conjuntamente com a Apologia de Sócrates.


Esta é uma tradução de um dos mais celebrados textos de Platão, onde encontramos os diálogos éticos acerca da natureza e qualificação de Eros, ou o tema do Amor. No Banquete, de que é o tema central, Eros é objeto de vários elogios, mas o elogio propriamente filosófico vem de Sócrates pela boca da mulher de Mantinéia, a sábia Diotima. Assim como em A República, O Banquete tem lugar certo e público identificável: ocorreu na casa de Agatão, discípulo de Sócrates. Lá discursaram sobre o amor, ou sobre a amizade (philia), esses dois, além de Fedro, Pausânias, Erixímaco (o médico) e Aristófanes (o poeta). Sendo assim, ao redigir O Banquete, Platão utilizou-se de personalidades da época como o comediante Aristófanes, o poeta Agatão, o médico Erixímaco, para servir de porta-vozes de seu pensamento, servindo de exemplos para os leitores da obra.

O que realmente se passou na casa de Agatão começa a ser relatado por Apolodoro em 174a. Sócrates chega por último, quando todos já estavam acomodados e o banquete já havia se iniciado, estando pelo meio. Frente ao banquete, Pausânias lembra que deveriam beber com moderação: faz referência ao dia anterior, no qual havia bebido exageradamente e ficado abalado fisicamente.

Os discursos sobre o amor iniciam com Fedro: "iniciou o seu discurso [Fedro] declarando que Eros era uma divindade poderosa e admirável, tanto entre os homens como entre os deuses, por várias razões, mas, antes de tudo, pelo nascimento." Fedro é o primeiro, e por isso pai do discurso, a falar sobre o deus Eros: ele condena o ofício dos poetas que têm por missão cantar hinos aos deuses mas se esquecem de Eros. Fedro, no seu discurso, faz a justificação moral de Eros, mas não investiga a fundo sua essência e suas formas. De qualquer forma, é devido à fala desse discípulo de Sócrates que toda a discussão se inicia. Com o intuito de elevar Eros, Fedro encerra seu discurso dizendo que esse é o deus mais antigo, mais respeitável e o mais "autorizado" a levar o homem à posse das virtudes e da felicidade, nesta vida e depois da morte!

Escrito aproximadamente antes de 384 a. C, O Banquete é constituído por sete discursos em louvor a Eros, deus do amor, antecedidos pela apresentação dos personagens e finalizados pelo discurso de Sócrates, que conclui o simpósio. O diálogo se encerra quando Alcebíades, estratego do exército ateniense, fingindo estar bebado, faz uma declaração de amor a Sócrates.

E.Cruz

Uma publicação da
Editora Universitária UFPA






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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

GUERRA DE ESPERMA




GUERRA DE ESPERMA
de Robin Baker

Coleção - CONTRALUZ
Páginas - 406

Tratando de temas polêmicos como infidelidade, homossexualismo e reprodução, o dr. Robin Baker escreveu Guerra de esperma, livro no qual defende que o nosso comportamento sexual é geneticamente programado. O autor mostra ainda que há outros fatores, além da herança genética do pai e da mãe, que influem na concepção, como, por exemplo, se a mãe chegou ao orgasmo durante a fecundação, se os pais se masturbaram momentos antes ou se havia no corpo da mãe espermatozóides de outros homens. Robin Baker leciona Zoologia na Universidade de Manchester e desde 1988 vem fazendo pesquisas sobre a competição do esperma humano e suas implicações na sexualidade.

Robin Baker é um  zoólogo inglês de 57 anos, Ph.D. em evolução do comportamento humano e professor aposentado da Universidade de Manchester. Segundo ele, “Estamos vivendo uma transição que vai acabar com 2 mil anos de monogamia cristã. Biologicamente, homens e mulheres ficam juntos para tornar viável a criação de filhos, reduzir as possibilidades de contrair doenças sexualmente transmissíveis e, no caso dos homens – a exemplo de outros animais –, ter um controle maior da fêmea, para que ela não gere filhos de outro macho”.

Roy Stuart Volume II





Roy Stuart é considerado o maior mestre na sua especialidade: fotografia erótica. Nasceu em Nova Iorque, vive em Paris e é nos luxuosos apartamentos desta cidade que fotografa.

As fotografias de Roy Stuart,oferecem uma perspectiva alternativa do Mundo.

Através das suas histórias visuais, o fotógrafo dá a mão ao espectador e acompanha-o na procura dos limites exteriores do possível. Seduz o público para o questionar, explorar e colocar cara a cara com os seus próprios desejos proibidos.

As suas fotografias não são mais do que os espelhos dos nossos tabus e do potencial erótico que temos dentro de cada um de nós.

Trata-se de um trabalho, em cores fortes ou a preto e branco, que pretende ser explícito onde mulheres interpretam fantasias em imagens sumptuosamente captadas pela objectiva.


Para o fotógrafo norte-americano, que vive e trabalha em Paris há 15 anos, o essencial de cada trabalho passa sempre por fotografar pessoas desconhecidas, para assim conseguir ambientes mais realistas.

Ainda que o seu trabalho fotográfico seja marcado por um ambiente fantasioso, erótico, repleto de fetiches do quotidiano, Roy Stuart não o considera chocante ou pornográfico.

Os seus modelos, cenários e encenações são escolhidos com rigor. As poses são as naturais de cada um e as próprias destas situações.

O seu segredo é apresentar, de uma forma elegante.

Este Roy Stuart Volume II é mais dedicado às mulheres dominadoras, e ao lesbianismo.

veja aqui algumas fotos do livro