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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Branding, Escarificação e outros quetais




Matter of Trust: Sache Des Vertrauens de Claire Garoutte (texto e fotos)

capa dura
180 páginas
editora Konkursbuch

Este livro em edição bilingue (alemão/inglês) é a documentação em fotografia e texto das intervenções durante oito anos de uma familia lésbica e adepta ao sadomasoquismo e que abre espaço às modificações corpóreas.O que vamos ver não são simples colocações de piercing e sim algo que vai muito além. Sem querer fazer juizo de valor, pois Claire Garoutte já se revelou uma ótima fotógrafa, o livro para os que não são adeptos não é dos mais agradáveis.




Muito embora estes registros busquem apresentar esses rituais de extrema intimidade e busque refletir sobre a estrutura das relações inter-pessoais, o livro é cru. Para entender melhor -

Branding - O branding se caracteriza pelo aquecimento de pequenas placas de metal com um maçarico depois usadas para fazer os desenhos.

Escarificação - A técnica é feita com um bisturi. Em vez de calor, usa-se a lâmina do instrumento para se fazer cortes, que formam o desenho na pele.

Escarificação é como se fosse uma tatuagem, porém em vez de se injetar tinta na pele o desenho é feito a partir de cortes com um bisturi. Essa técnica originou-se na África, onde tatuagens convencionais, tribais não eram usadas pois na pele negra não apareciam, passando assim a se utilizar a tecnica das cicatrizes.
Se isso ainda é pouco, note que a coroa da garota fotografada é de agulhas de injeção. Leia aqui um depoimento de um adepto dessas técnicas - "Estas artes decorativas se originaram na África... Quanto mais volumosas ficam as cicatrizes, mais lindos ficam os trabalhos. Então, pessoas arrancam a casca da ferida e passam vinagre ou cinza para que os cortes infeccionem e cicatrizem com volume”. Pano rápido!
Eduardo Cruz

domingo, 12 de outubro de 2008

Será que Hollywood derruba preconceitos com personagens homossexuais?


Foram-se os dias em que o galã Rock Hudson tinha que esconder sua homossexualidade para continuar trabalhando em Hollywood, uma indústria que tende cada vez mais a derrubar preconceitos e normalizar a situação dos gays?

Em um panorama como o atual, onde personalidades como a apresentadora Ellen Degeneres, a atriz Lindsay Lohan, o ator George Takei ou o músico Clay Aiken dominam as primeiras páginas dos jornais por causa de sua orientação sexual, a indústria do entretenimento decidiu dar um passo à frente.

A televisão americana incluirá nesta temporada 16 personagens gays e bissexuais de importância em séries na faixa de maior audiência de programação, mais que o dobro do ano passado, segundo um estudo do grupo Gays e Lésbicas contra a Difamação (GLAAD, em inglês).

Neil Giuliano, presidente do GLAAD, ficou feliz com o fato de a rede de televisão "FOX" incluir este ano cinco personagens com essa orientação em seus programas, já que em 2007 não havia nenhum.

No entanto, lamentou que nenhum dos 126 personagens principais das séries da "CBS" seja gay, lésbica, bissexual ou transexual, enquanto um único personagem "recorrente", Brad, em "Rules of Engagement", é gay.

É por isso que há quem sustente que ainda existe muito caminho a percorrer.

"Cada pessoa que sai do armário é uma barreira a menos", disse à edição digital do canal "CNN" o publicitário Howard Bragman, autor do livro "Where's My Fifteen Minutes?", que trata do assunto.

Bragman, homossexual assumido, admite que hoje em dia o público é capaz de aceitar os gays de forma "mais singela", embora não "automática".

"Eu o vejo como um processo a longo prazo. A revolução terminou, agora se trata de evoluir", disse.

O publicitário se encarregou de ajudar Dick Sargent quando este revelou sua homossexualidade, em 1989, e lembra os momentos nos quais era complicado terminar filmes como "Filadélfia" (1993), pelo qual Tom Hanks ganhou o Oscar de melhor ator por interpretar o advogado gay Andrew Beckett.

Possivelmente, este deve ser o grande desafio que Hollywood ainda tem pela frente, como afirmou o ator gay Rupert Everett, popular por seu papel em "O Casamento do Meu Melhor Amigo" (1997).

"Não tenho nada do que me queixar, exceto do fato de as pessoas se perguntarem se um gay como eu pode atuar como um sapatão para dar vida a um homem heterossexual", disse.

Já Peter Sprigg, vice-presidente do grupo conservador Family Research Council, afirma que os novos personagens homossexuais na programação americana têm "propósitos propagandísticos".

"Estou convencido de que a maior parte destes personagens está aí para tentar fazer com que as pessoas aceitem a conduta homossexual", disse Sprigg ao site da "CNN".

"Nesse sentido, o resultado para a sociedade é negativo", disse ele.

Para Bryan Batt, o ator gay que acaba de assumir sua homossexualidade e que dá vida a Salvatore Romano, na série premiada com o Emmy "Mad Men", ainda há na sociedade "um pouco de homofobia".

"Mas penso que graças a papéis gays bons, honestos e positivos, será possível educar (as pessoas)", comentou.

"Acho que estamos produzindo gerações de jovens que não julgam as pessoas, nem por sua raça, nem por sua religião nem por sua sexualidade", concluiu.



domingo, 5 de outubro de 2008

BEEFCAKE


BEEFCAKE
The Muscle Magazines os America 1950-1970
F. Valentine Hooven,III

O termo Beefcake é muitas vezes utilizado para designar uma postura da imagem ideal sexual masculina baseada na atratividade física resultante da construção do corpo, mas também é usada por homens e mulheres interessados em fisiculturismo e musculação.

Beefcake era o padrão para atores masculinos . Já em 1920 as fotografias que foram tiradas de astros tais como Rudolph Valentino e Ramón Novarro destacavam o apelo físico. Por certo eram mais raros esses registros fotográficos com os atores que tinham seus filmes rodados com temas que não envolviam selva. Não eram filmes como os de Johnny Weissmuller (Tarzan) e Buster Crabbe. Na década de 1940 viu-se o crescimento desse tipo de foto e os astros eram Tyrone Power, Guy Madison, Sterling Hayden e Victor Mature; as revistas de cinema década de 1950 fotografava de sunga ou shorts atores como Tony Curtis, Rock Hudson, Tab Hunter, Jeff Chandler , Robert Conrad e Robert Wagner . Este período também incluiu o aumento da publicação de revistas de fisiculturismo, que continuam a serem populares .


Outros atores que ocasionalmente eram prodizidos para registros beefcake ao longo dos anos eran Errol Flynn, Robert Taylor, John Payne, Jeffrey Hunter, Rory Calhoun, Peter Lupus, Rod Taylor e Joe Dallesandro.

As Beefcake magazines foram revistas publicadas na América do Norte nos anos 1930 a 1960 que apresentavam fotos que tinham como atrativo a massa muscular de jovens atletas. Logo de início seu principal mercado foi de gays, e até a década de 1960, eram normalmente apresentados como sendo revistas dedicadas ao fomento de fitness e saúde: os modelos eram mostrados muitas vezes demonstrando exercícios. Devido ao contrôle conservador e homofóbico da cultura da época, e por causa das leis de censura leis, a dita pornografia gay não poderia ser vendida abertamente.

Sendo assim a comunidade Gay voltou-se para beefcake, que poderia ser vendidas nas bancas de jornal, livrarias e drugstores. As Beefcake eram muitas vezes a única ligação que a comunidade gay tinha de sua sexualidade. O pioneiro Bob Mizer 's Athletic Model Guild, ou AMG, produziu o primeiro nu total . Junto com ele vieram os filmes (documentários) Beefcake e o natural crescimento da indústria Beefcake magazine.

Neste livro você fará uma viagem curiosa por esse padrão de fotografia e desenho, que por vezes é extremamente curioso e passa todo o kitsche que imperava em décadas passadas. O livro além de uma bem fundamentada introdução nos brinda com o "melhor" das revistas de "músculos" entre 1950 e 1970 nos Estados Unidos.

Raul Galalite

Confira aqui algumas fotos

Um lançamento da
Taschen

No escurinho do cinema: cenas de um público implícito


No escurinho do cinema:
cenas de um público implícito

de Alexandre Fleming Câmara Vale
176 páginas

Este livro é o resultado de uma pesquisa antropológica numa das salas do cinqüentenário e hoje extinto Cine Jangada. Tendo como pano de fundo a história das salas de exibição de Fortaleza, bem como os arranjos do circuito exibidor local, Alexandre Fleming realiza, para além do exótico e do anedótico, uma reflexão etnograficamente informada sobre os guetos da cidade. Apresenta o processo reordenador da geografia das salas de exibição: no centro, a pornografia vira destino, desaparecem as grandes salas e os shoppings passam a ser a nova morada do cinema.

Áreas e temas de interesse: antropologia, história, cinema e pornografia, homossexualismo


UM LANÇAMENTO
ANNABLUME